Trabalhadores terceirizados da Replan, em Paulínia, são agredidos e ficam feridos durante greve

  • 26/06/2026
(Foto: Reprodução)
Greve de trabalhadores terceirizados da Replan acontece desde o último dia 15 Sindipetro Trabalhadores terceirizados da Refinaria de Paulínia (Replan), a maior da Petrobras, foram agredidos e ficaram feridos durante uma greve na madrugada desta sexta-feira (26), nos arredores da companhia, na Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332). A paralisação acontece desde o último dia 15 e reivindica reajuste salarial de 9% e melhorias em benefícios — entenda as reivindicações abaixo. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), há registro de que dois homens, de 43 e de 49 anos, ficaram feridos. As vítimas participavam da greve, quando cerca de 15 homens, armados e encapuzados, começaram a agredir os grevistas. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no Whatsapp Houve disparos de arma de fogo no local e carros ficaram danificados. O caso foi registrado como lesão corporal, dano e disparo de arma de fogo na Delegacia de Paulínia, que solicitou perícia aos veículos e exames do Instituto Médico Legal (IML) às vítimas. Em nota, a Replan disse que não recebeu notificação formal sobre a ocorrência, mas tomou conhecimento do caso e, imediatamente, comunicou o fato às empresas prestadoras de serviço envolvidas. "A Petrobras repudia qualquer forma de violência e reforça que eventuais ocorrências dessa natureza devem ser apuradas pelas autoridades competentes", completou. Ferimentos Vídeo mostra suposta vítima com ferimentos após ter sido agredida durante greve Reprodução O g1 teve acesso a um vídeo supostamente gravado por uma das vítimas. Nele, o homem conta que "a porrada comeu" e que "estouraram a minha cabeça com um taco de beisebol". Na sequência, ele diz que "apontaram quatro pistolas para mim" e "deram tiros para o alto". Segundo um advogado dos feridos, o trabalhador que aparece no vídeo recebeu 36 pontos na cabeça, enquanto outro homem está internado no Hospital Municipal de Paulínia. A SSP, no entanto, não confirma a relação dessas vítimas com o caso. Greve Replan, em Paulínia Marcos Peron A greve de trabalhadores prestadores de serviço na indústria da construção civil e manutenção industrial da Replan vem sendo realizada desde o último dia 15 e é coordenada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e pelo Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro). Entre as principais reivindicações estão: Reajuste salarial de 9%; Melhorias em benefícios; Aumento do vale-alimentação; Aumento do café da manhã; Aumento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR); Aumento da cesta natalina. De acordo com a FUP, algumas empresas têm sinalizado disposição para avançar nas negociações, mas outras ainda mantêm propostas consideradas insuficientes pelos funcionários. Apesar de haver uma determinação judicial que estabelece a manutenção de parte das atividades, a categoria confirmou que os trabalhadores seguem mobilizados por conta da falta de avanços nas negociações. O coordenador-geral do Sindipetro, Steve Austin, repudiou as agressões e cobrou avanços nas negociações. "Se existe conflito aqui, é um conflito entre trabalhadores e empresas. É luta de classes. Não existe luta de classes com violência. Se alguém está promovendo violência, são as empresas que não estão respeitando o direito de greve e a livre manifestação dos trabalhadores", disparou. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/06/26/trabalhadores-terceirizados-replan-paulinia-agredidos-feridos-greve.ghtml


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