Brasileiros e venezuelano presos em ação contra garimpo são soltos pela Justiça da Guiana

  • 06/02/2026
(Foto: Reprodução)
Chegada em Boa Vista de grupo preso na Guiana em ação contra garimpo, após soltura Um grupo de 16 brasileiros e um venezuelano, presos na Guiana sob acusação de garimpo ilegal e entrada irregular no país vizinho, foi solto. A liberdade deles foi concedida em decisão do Tribunal de Magistrados de Georgetown. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (6) pelo empresário Daniel Trindade, que articulou a soltura dos detidos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp O grupo é parte dos 25 presos durante operação conjunta de combate a garimpo ilegal e crimes ambientais entre os Exércitos do Brasil e da Guiana. A prisão fez parte das atividades da operação Curaretinga 27, coordenada pelo Comando Militar da Amazônia. Eles estavam detidos há mais de três meses na prisão de Timehri, localizada a aproximadamente 45 quilômetros da capital Georgetown. Os detidos chegaram em Boa Vista na tarde desta sexta-feira (6). Para garantir a liberdade dos 17, foi necessário o pagamento de uma fiança estipulada em 3,4 milhões de dólares guianenses, cerca de R$ 87 mil na cotação atual. Grupo de brasileiros e um venezuelano presos na Guiana por garimpo ilegal e entrada irregular é solto Daniel Trindade/Arquivo pessoal Segundo o empresário, a articulação defesa dos 17 foi feita pelo escritório Rodrigues e Pereira Advogados Associados junto a um escritório da Guiana. O valor individual da fiança foi fixado em 200 mil dólares guianenses por pessoa. Do grupo de brasileiros, 14 são homens e duas são mulheres. O advogado explicou que a estratégia da defesa se baseou na comprovação dos bons antecedentes dos acusados e no argumento de que eles não representam risco à sociedade guianense. Ele enfatizou também que, na Guiana, a atividade de mineração em si por parte do grupo não era ilegal, mas sim a forma como a entrada e a documentação deles foram conduzidas. "Não houve uma ilegalidade [na mineração] em si, mas um desencontro de informação, de saber quais são as exigências para entrar num país vizinho e poder explorar de forma econômica a mineração", completou. Do grupo original de detidos, oito pessoas ainda estão presas. Segundo Trindade, elas haviam confessado a prática de garimpo ilegal em uma fase anterior do processo, o que dificultou a liberação imediata junto com o restante do grupo. A defesa informou que segue trabalhando para obter a liberdade delas. Trindade apontou que, antes da soltura, as famílias dos detentos enfrentaram dificuldades e prejuízos financeiros na tentativa de libertá-los. "Já tinham praticamente três meses que essas pessoas estavam presas e a gente viu que muita gente se aproveitou, tirou dinheiro deles. Teve vaquinha que foi feita, que não foi correta, pagaram advogados que nunca resolveram", afirmou Daniel Trindade. Operação em novembro Realizada entre os dias 10 e 14 novembro, a operação Curaretinga 27, além de prender as 25 pessoas no lado guianense, destruiu nove balsas usadas em garimpo ilegal na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, além de 12 acampamentos de apoio à atividade ilegal. Além de combate a garimpos ilegais, a operação também apreendeu 78 m³ de madeira ilegal, um caminhão, dois tratores, dois motosserras e uma espingarda calibre 16. No total, as apreensões somaram R$ 19,9 milhões. Relembre a operação que prendeu o grupo: Operação Curaretinga mobilizou Exército e forças da Guiana no combate ao garimpo ilegal Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

FONTE: https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/02/06/brasileiros-e-venezuelano-presos-em-acao-contra-garimpo-sao-soltos-pela-justica-da-guiana.ghtml


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